segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Os sentires que habitam debaixo da minha pele

Queria habitar o vazio
poder tocar os teus lábios com o olhar
e pertencer, por instantes, ao silêncio que explica a existência de deus.
Sei que o amor se encontra nesses espaços esquecidos onde apenas o toque nos pode guiar.
Queria saborear cada segredo inscrito na tua pele
e dizer-te que debaixo da minha pele existe um sentir que me obriga a desviar o olhar.
Sei que terei que esperar… ainda é cedo.

domingo, 25 de julho de 2010

Como deus lê uma flôr

Olho à minha volta e sinto um mistério por detrás de tudo o que habita o universo.
Sinto a curiosidade de perceber esses mistérios e apreender o maravilhoso mundo que os encerra.
Como será que deus lê a existência humana?
Como será que deus interpreta a vida que existe em cada ser vivo?
Imagino-o sentado, na soleira da porta, a ler baixinho a nossa existência, com um sorriso a fugir-lhe dos lábios e o coração a transbordar de amor... Como um adulto que aprecia as traquinices ternurentas de uma criança.
Nestas alturas, olho à minha volta e aprecio os seres que me rodeiam.
Fascina-me a convicção com que existem. A capacidade de seguirem o seu caminho, serenamente, como se soubessem sempre para onde vão.
E perante a acção do homem, não lutam. Recomeçam, tranquilamente... como se aceitassem, sem questionar, o que a vida lhes dá...
Queria aprender a Ler tudo o que existe...

"A maior flor do mundo" de José Saramago



http://youtu.be/HcDaT03y2no

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sentires ao sabor do sol da tarde


“Um encontro a dois: olhos nos olhos, face a face e quando estiveres perto, arrancar-te-ei os teus olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus; e arrancarei os meus olhos para colocá-los no lugar dos teus; então ver-te-ei com os teus olhos e tu ver-me-ás com os meus” (J.L. Moreno) e talvez, assim, possamos chamar a esse momento um Encontro a dois.

E hoje, no meio de um labirinto de sentires inaudíveis onde a expressão não se sabia fazer visível, desejei poder arrancar o teu coração e colocá-lo no lugar do meu, e arrancar o meu coração e colocá-lo no lugar do teu, e por momentos, como por magia, sentirias o meu sentir e eu sentiria o teu.

Talvez seja este o silêncio a que deus chama amor…

Talvez, se eu habitar o teu corpo e tu habitares o meu, possamos tocar o sentir de deus...