pergunto-me, amiúde, como sentiria deus todos os silêncios que habitam a minha pele…
e que respostas teria para cada uma das palavras caladas, na imensidão das dúvidas.
Às vezes sinto que Deus perdeu volume… passou a deus. Como se para habitar o planeta Ele precisasse Ser um pouquinho menos. Não tão divino, se me entendem. E pergunto-me se essa perda, de volume, lhe permite sentir menos, ou diferente, ou se lhe permite sentir; ou se muda o sentir. Como será sentir a vida na pele de deus? E na pele de Deus? Por coerência, de sentires, questiono, primeiro, o sentir de deus. E procuro, no vazio de cada respiração, a essência desse sentir que só um deus ousa experimentar. A que sabe a manga na boca de deus? Que cor habita o céu aos olhos de deus? Como será o teu toque sentido por deus?